Sempre procurei entender o mundo a minha volta como ele é, entender as pessoas que me cercam. Ou seja, manter-me atualizada para, de repente, não me sentir estranha, alienígena em meu próprio meio. Por conta disso resolvi iniciar esse blog "Estado contemporâneo", em que buscarei analisar assuntos atuais que me intrigam e, suponho, também são de interesse de outras pessoas. Assim dialogaremos neste espaço, compartilhando idéias, visão de mundo etc. Os temas serão os mais diversos, mas tendo sempre como base a busca pela compreensão do indivíduo, da sociedade e do Estado, realidades interdependentes.
Algumas observações prévias, porém, são necessárias:
a) Apesar de esse ser um espaço em que, como afirmei, discuto idéias para tentar entender o mundo que me cerca, não posso ignorar que às vezes, é preciso não tentar entender algumas realidades. Custou-me tempo para aceitar isso, porque sempre fui apavorada com a ignorância (a minha própria e a dos outros). Mas a verdade é que certas situações ou condutas são mesmo inexplicáveis, além disso, há outras que, apesar de justificáveis, são de explicação tão complexa que tentar entender tudo pode levar mais a desperdício do que progresso. A alma precisa de descanso.
b) Por mais que exista um ponto comum entre as pessoas: a busca pela felicidade (mesmo os depressivos desejam isso, e os desligados ainda que inconscientemente o fazem), o conceito de felicidade a cada dia se diversifica tanto que homogeneizar pessoas geralmente leva mais à incompreensão de comportamentos, do que o contrário.
A maior lição de vida que já tive até agora e que mais me ajuda a ter bons relacionamentos: esperar do outro o que ele tem para oferecer, sem pressões. Deixar fluir. As pessoas passam pela nossa vida, em momentos diferentes, sem que para isso seja preciso exigir delas o que quer que seja. Só assim é possível se ter relacionamentos reais.
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